domingo, 7 de setembro de 2014

Yoga na Osteoartrite




Um novo estudo, realizado na Universidade de Minnesota, oferece esperança para as pessoas que sofrem com a osteoartrite (OA).

O número de pessoas nesta condição, encontra-se em acentuada ascensão, sendo que uma em cada cinco pessoas, de jovens à idosos, sofrem de osteoartrite em algum grau. - uma condição comum que afeta os jovens e velhos. As estatisticas demonstram que a OA ocorre com mais freqüentemente em mulheres e afeta quase a metade de todos os adultos com idade acima de 65 anos, quase 30% das pessoas 45-64 e, nos USA, estima-se que 300 mil crianças apresentem a doença por razões auto-imunes.

Em geral, as pessoas experimentam algum grau de rigidez e dor como parte do envelhecimento, mas para os portadores da doença osteoartrite, doença crônica, progressiva e degenerativa, sintomas como dor crônica, mobilidade reduzida, deficiência física, e declínio na qualidade de vida, podendo ser debilitante.

Assim, no estudo acima referido, os participantes foram avaliados em quesitos, como: dor, rigidez, função física, qualidade do sono, perturbações do humor e qualidade de vida, antes do processo e após 4, 8 e 20 semanas.

Esse estudo, incluiu 36 mulheres entre as idades de 65 e 90 anos (idade média de 72 anos e 86% da raça branca), com diagnóstico de OA no joelho e sem qualquer experiência anterior em Yoga. Desse total, 16 mulheres experimentaram aulas Hatha Yoga de 60 minutos, uma vez por semana, durante 8 semanas e o restante das participantes, permaneceram no grupo controle.

As sessões incluíram posturas (asana) sentada e em pé (postura da montanha, postura do guerreiro 1 e 2, postura da árvore, flexões, torções e outras posturas comuns para o nível inicial) e foram modificadas com base nas necessidades das participantes. Incluiu também, exercícios de respiração (pranayama) e meditação.

Quase 70% dos participantes estiveram presentes em 75% ou mais das aulas, sendo que o estudo teve uma taxa de abandono de apenas 5%.

A maioria dos participantes também se envolveram em algum tipo de prática em casa, por 30 minutos por dia, quatro dias por semana, não só durante a aplicação do programa de yoga de 8 semanas, mas também durante 12 semanas após o seu término.

Os achados no estudo foram surpreendentes: O Yoga reduziu a dor, rigidez e melhorou a função física; a qualidade de vida melhorou desde o início até as 20 semanas monitoradas, sugerindo que os participantes continuaram a experimentar os benefícios da prática de yoga depois que o programa terminou; nenhum efeito foi encontrado para a força e equilíbrio.

Embora este estudo é tenha sido com uma pequena amostra, sugeriu que o Yoga pode ser viável, seguro e eficaz na redução de muitos dos principais sintomas da OA, em particular a dor, consistente com a recomendação Arthritis Foundation (AF) que o Yoga pode ser benéfico para reduzir o estresse e aumentar a flexibilidade das articulações.

Esse foi mais um estudo que respauda a importância do movimento consciente que pode levar o portador a uma compreensão mais aprofundada de si e o papel que o Yoga pode desempenhar na prevenção, gestão e até mudança do estado da gravidade desta condição dolorosa.

Texto: Claudia B.

Claudia B., c.pilatesyoga@gmail.com
Pós-Graduação: Método Pilates – Fisioterapia Esportiva/ Certificação: Yoga – Treinamento Funcional – Treino em Suspensão

Sono, Memória, Aprendizado e Alzheimer





Diversos estudos já demonstraram que, muitas escolhas que envolvem o nosso estilo de vida, têm o potencial de afetar as nossas capacidades cognitivas. Nos últimos anos, vários pesquisadores descobriram que o sono, muitas vezes negligenciado pelo homem contemporâneo que acumula atividades que excedem o  tempo disponível para o trabalho, pode afetar de forma perceptível a memória, assim como o aprendizado.

Em um estudo publicado na Revista Nature Neuroscience, o professor em neurofísica na UCLA, University of California, Dr. Mayank R. Mehta, descobriu que o sono desempenha um papel fundamental na atividade neural para a consolidação da memória de longo prazo , em uma área do cérebro próxima ao hipocampo chamada de córtex entorrinal.

Nesse estudo, enquanto os camundongos analisados dormiam, a área córtico-hipocampal, exibia padrões de ativação muito semelhantes aos padrões que ocorriam quando os ratos dispertos se lembravam de algo.

Além de entender como podemos fortalecer nossa memória durante o sono, essa pesquisa forneceu ainda, pistas para a investigação da doença de Alzheimer, uma vez que frente a esta, o córtex entorrinal é a primeira área a ser afetada.

Embora mais pesquisas sejam necessárias para compreender verdadeiramente o papel do córtex entorrinal na consolidação da memória, este estudo já demonstra que há laços entre os hábitos de vida e o desempenho de certas funções cognitivas e que o desequilíbrio das suas ações, podem levar a processos excitotóxicos, o que lideraria a uma variedade de condições neurodegenerativas.

O estudo reafirma ainda que há evidências de que o nosso cérebro tem atividades árduas mesmo durante o período de descanso e que a contribuição do sono é fundamental para a interação córtico-hipocampal, envolvida na consolidação da memória e aprendizagem.

Texto: Claudia B.; Fonte: Hahn TTG, McFarland JM, Berberich S, Sakmann B, Mehta MR, Spontaneous persistent activity in entorhinal cortex modulates cortico-hippocampal interaction in vivo, Nature Neuroscience, 15, 1531–1538 (2012) doi:10.1038/nn.3236, http://www.nature.com/neuro/journal/v15/n11/abs/nn.3236.html.

Claudia B., c.pilatesyoga@gmail.com
Pós-Graduação: Método Pilates – Fisioterapia Esportiva/ Certificação: Yoga – Treinamento Funcional – Sling Training

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Centelha da Divindade





~ B.K.S.Iyengar, 1918-2014, Mestre Indiano
(Sobre o Mestre, leia texto desta semana na seção Yoga e Meditação)

Claudia B., c.pilatesyoga@gmail.com
Pós-Graduação: Método Pilates – Fisioterapia Esportiva/ Certificação: Yoga – Treinamento Funcional – Treino em Suspensão

Piriforme e Nervo Ciático




Piriforme: O par de músculos que se origina no osso sacro, percorre a pélvis através do forâme isquiático maior e insere-se no trocânter maior, na borda superior do fémur, tem como função, estabilizar o quadril e  o joelho, enquanto auxilia no suporte de peso do corpo. Quando encurtado, hipertrofiado ou inflamado, pode pressionar excessivamente o nervo ciático, na altura do forâme isquiático, o que provoca dor profunda no quadril, dormência e fraqueza em toda a extensão do nervo, situação denominada como ciatalgia.


O nervo isquiático ou ciático é o mais longo do corpo, percorrendo desde a região lombar até o hálux e emerge no espaço entre o Piriforme e o Gêmeo Superior, no plexo sacral, proveniente de fibras das vértebras L4, L5, S2, S3. Trata-se de um nervo misto, ie, motor e sensitivo, sendo que seus impulsos nervosos controlam diversos músculos no percurso entre pernas e pés, compreendendo a região glútea superior, face lateral da perna, peito do pé. 

 

Os fatores mais comuns pré-disponentes à sua crise dolorosa, são:

Overuse dos músculos glúteosrazão mais frequente entre jogadores de futebol, corredores, ciclistas, atletas e os esportistas que fazem treinos excessivos ou que lutam por quebrar os seus próprios limites, quando a destruição tecidual prevalece sobre a reconstrução, o que faz com que haja falência estrutural por falta de recuperação.
 
Má postura - classificada como Dor Funcional, ocorre em virtude do desequilíbrio postural ou tensionamento desigual que se dá nas atividades da vida diária ou durante a prática esportiva e treinos. Essa sobrecarga assimétrica recorrente, pode gerar alteração biomecânica e, consequente, inflamação e dor. Além disso, como mecanismo de defesa pode ocorrer a contratura das estruturas musculares da lombar, causando mais encurtamentos e provocando assim a recorrência do fato. Assim, se a raíz do problema não foi tratada, “a cura” não perdurará a longo prazo. Torna-se imprescindível a ampliação da consciência corporal para reeducação da postura.

Distenção muscular - em geral, ocorre em esportes de contato ou os que requerem movimentos rotacionais bruscos do tronco, como o golf e o tênis, no qual o praticante por um erro de técnica e falta de treino de suporte, com foco na estabilização do centro do corpo,  excede o limite articular fisiológico da região lombar. Mediante o treino da mobilidade articular dos quadris e da coluna torácica e com fortalecimento dos músculos estabilizadores localizados no core, pode evitar a lesão muscular e o pinçamento da raíz nervosa. No caso de uma reabilitação, o protocolo deve ser personalizado, embora em geral seguirá a mesma sequência: 1. Afastamento das atividades que deflagram a dor; 2. Antinflamatórios e/ou procedimentos fisioterápicos; 3. Alongamentos e liberação miofascial; 4. Fortalecimento.

Síndrome miofascial: Quando são encontrados "pontos-gatilho ou trigger points" na imediações do nervo, principalmente no músculo Quadrado Lombar. Esses pontos quando espalhados, formam verdadeiros trilhos rígidos e, em geral, o quadro apresenta a dificuldade para manter a posição ereta ou após períodos numa mesma posição (inclusive deitado) , com dor irradiada para os membros inferiores, mimetizando uma crise ciática.

Protusão e Hérnia Discal: Suas manifestações clínicas são denominadas lombalgia e lombociatalgia, ou seja, a dor lombar associada à nevralgia ciática.

Abaixo, coloco algumas atitudes a serem adotadas para um auxílio emergencial:






Fonte: Artigos Científicos

Claudia B., c.pilatesyoga@gmail.com
Pós-Graduação: Método Pilates – Fisioterapia Esportiva/ Certificação: Yoga – Treinamento Funcional – Treino em Suspensão