terça-feira, 4 de março de 2014

Treino Funcional






Diariamente a ciência aprende mais sobre o corpo e, com certa frequência, contradiz o que acreditava anteriormente ou, até mesmo, torna as coisas mais simples. E é isso justamente o que temos acompanhado no mundo dos treinos, a simplificação na forma de treinar sem grandes equipamentos, resgatando o valor do treino do movimento.
Percebeu-se que a ideia de praticar exercícios isolados em um ambiente estável, como quando feito em uma cadeira ou em um banco, por exemplo, não correspondia às necessidades de preparo para a vida diária, seja dos afazeres rotineiros, práticas esportivas ou atividades atléticas, pois nenhuma dessas atividades ocorrem em um ambiente totalmente previsível e protegido. Assim, mais correlato à realidade, os treinos que integram e dissociam movimentos, que instigam o equilíbrio (a instabilidade compreende um alto custo para o corpo), que despertam a consciência corporal, isto é, o autoconhecimento, tornaram-se uma tendência e o futuro. 
O termo "funcional", diz respeito à função e, neste caso, à funcionalidade do corpo que precisa potencializar as suas próprias capacidades e corrigir algumas propensões que poderiam ter como resultado, a disfunção e suas consequências. 
Raramente, encontramos um indivíduo que não apresente certas compensações e desequilíbrios musculares, problemas comuns inclusive entre os atletas, com o agravante não somente no desempenho, como nas suas consequências, como alta incidência de lesões ao longo do tempo e afastamento do esporte. 
Basicamente, esses desequilíbrios e compensações, podem ser atribuídos a três alterações na função muscular:
  • ·        À excessiva contração e tensão, em virtude do encurtamento dos músculos que proporcionam o movimento, que implica o risco de estiramento, podendo vir a inibir o grupo de músculos opostos, em um processo denominado inervação recíproca;
  • ·        Ao enfraquecimento dos músculos que controlam o movimento, fazendo com que outros músculos maiores ou mais fortes, tenham que assumir o papel daqueles enfraquecidos. O enfraquecimento dos músculos dos músculos estabilizadores e antigravitacionais, mais responsáveis pelo alinhamento e sustentação postural e controlam o movimento, afeta significativamente a sua resistência e isso pode significar a incapacidade de funcionar por um período tão longo quanto uma tarefa exige.
Qualquer que seja o caso, envolve limite de movimento e/ou falta de alinhamento, que pode vir a afetar a mobilidade e a estabilidade articular, situações que se alternarão de acordo com a articulação solicitada. 
Isso realmente nos ajuda a compreender e estreitar o foco do treinamento, com um olhar mais voltado à simultaneidade dos fatos e, mais uma vez afasta a idéia de olhar para o corpo como partes estanques e torna-se motivo de analisarmos o todo e suas inter-relações. 
Conta-se que Joseph Pilates, ao receber uma bailarina com dores no tornozelo, começou o seu treinamento pela correção e fortalecimento da parte central do corpo, o "core". Ao ser indagado pela mesma, que esperava um tratamento local, ele respondeu "Quando todo o corpo estiver funcionando em harmonia, esse problema desaparecerá". Há também uma frase muito relevante, que eu repito muito em nossas aulas: "Somos tão fortes quanto o nosso elo mais fraco".
Tanto da história do Sr. Pilates, quanto dessa última frase, só há uma só conclusão: Somos uma unidade e assim, funcionamos. Precisamos buscar ter um corpo forte, mas em equilíbrio. Deixar de lado a ideia de esforço excessivo e "treinar o controle e a estabilidade frente as tarefas", para que cada parte possa reaprender a exercer e expressar o papel ao qual foi designado. Os exercícios devem conter a semente da correção, não focar aonde se manifesta o problema e criar condições para que todo e qualquer movimento ocorra, de forma mais segura e natural.

Claudia B., c.pilatesyoga@gmail.com
Pós-Graduação: Método Pilates – Fisioterapia Esportiva/ Certificação: Yoga – Treinamento Funcional – Sling Training


YOGA... Sabendo Um Pouco Mais Sobre As Aulas...





Todos nós diariamente, somos assolados por inúmeras obrigações, responsabilidades, horários, pressões e cobranças que, desde muita tenra idade, já acumula tensões que comprometem a nossa saúde mental e física.

Em uma sociedade onde se idolatra o sucesso do poder e da posse e que subverte a saúde à mera "aparência", o YOGA surge como uma opção que não agrida ainda mais. Sem fazer distinção diante da idade ou do condicionamento físico, a prática se apresenta imparcial e possível a todos, uma vez que considera que o fundamental é a determinação, a disciplina e a aceitação de si mesmo diante das dificuldades.

Paulatinamente, essa forma de desafiar o corpo físico ensina-nos que um exercício físico pode conter muito mais do que simples movimentos e que isso, inclusive, poderia ser considerado uma forma de subutilizar a técnica, que é tão rica de ensinamentos, que embora apresentados em mensagens simples, podem nos levar à encarar a vida e os fatos, sob uma nova ótica.

Na realidade, o Yoga é uma escola espiritual que contém, dentre as suas muitas vertentes, as práticas físicas.

As questões humanas quanto ao mistério que cerca o sentido da vida não é recente, e desde os primórdios, o ser humano percebeu a sua necessidade em evoluir. Para tanto, a mente deveria ser disciplinada a restringir o emaranhado de pensamentos que, comumente limitados e repetitivos, a tornava circunscrita ao acomodamento e à ilusão da própria supremacia. Em oposição, ela deveria se tornar um bom instrumento, com pensamentos claros, organizados, calmos e ao mesmo tempo, dinâmica como a vida exige.

Diante dessa grande tarefa, perceberam que seria muito mais fácil atingir camadas profundas, como a mente e o intelecto, através do corpo físico, mais óbvio de ser percebido e observado, o que resultaria também no condicionamento da mente, mais disposta a transformar pressões em desafios, desafios em auto-aperfeiçoamento.

Opostamente à cultura da competição, do individualísmo e do descartável, o Yoga nos pede o afastamento de qualquer gênero de comparação e egocentrismo, requerendo a aceitação, paciência e generosidade consigo mesmo, assim como, confiança e concentração em cada tarefa proposta, características que farão a diferença na conquista de seus benefícios.

E é através dos exercícios respiratórios, Pranayamas, que iniciamos a nossa viagem interior, rumo ao auto conhecimento, melhorando o fluxo prânico (energético) e preparando os acessos que darão à nossa coluna vertebral, todas as condições de explorar as suas possibilidades daquele dia, diante dos Asanas (posturas).

Assim, entramos no segundo momento, quando a respiração, que já está se dando de forma consciente e ritmada, passa a orquestrar a execução dos movimentos. Músculos, ligamentos e tendões são sistematicamente trabalhados, exigindo e propiciando uma melhor oxigenação do sangue, beneficiando todos os órgãos internos, fazendo com que, todos os sistemas (circulatório, respiratório, digestório, imunoendócrino), sejam beneficiados.

Os movimentos são precisos e conscientes, equilibrados e terapêuticos e devem ser executados respeitando-se as limitações articulares e patologias existentes que, com a prática, poderão ser minimizadas ou mesmo, erradicadas.

Algo que se faz muito oportuno é mencionar que os exercícios físicos, independente do seu grau de dificuldade de execução, surtirão efeito benéficos e assim, não devem ser subvalorizados.

Ao final, faremos um relaxamento que tem o propósito de permitir que corpo e mente assimilem os benefícios da prática, assim como também acalmar os sistemas envolvidos, normalizando a circulação e a pressão arterial e preparando o praticante para o retorno às suas atividades rotineiras.
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O YOGA é basicamente muito simples e nos sugere afastarmo-nos de tudo aquilo que seja desnecessário. As crianças são naturais, até mesmo inocentes, mas os adultos se tornam complexos e poucos naturais.

Se utilizarmos o YOGA para aumentar essa complexidade, tornaremo-nos ainda menos naturais.

Os grandes e clássicos mestres do YOGA ressaltam que, com o desenvolver de seu próprio caminho, as técnicas perdem a sua importância. Em outras palavras, o objetivo não consiste em aprender cada vez um número maior de asanas, mas em compreender o seu fim e utilizá-los muito bem.

Nunca esqueça que o YOGA é uma auto-realização. Ouça o que o seu instrutor tem a dizer, mas lembre-se que a decisão final é sua.
                                

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Namastê!
Claudia
         



Claudia B., c.pilatesyoga@gmail.com

Pós-Graduação: Método Pilates – Fisioterapia Esportiva/ Certificação: Yoga – Treinamento Funcional – Sling Training